quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Desenvolvimento Econômico e Social

Do ponto de vista do desenvolvimento econômico e social, a característica mais interessante da vida comunitária bahá'í é o seu singular sistema de consulta. Bahá'u'lláh ensinou um padrão de tomada de decisão em grupo baseado na busca pelo consenso. Seria correto dizer que, em sua maioria, os membros da Fé Bahá'í são, em um grau maior ou menor, estudantes do processo consultivo. 
Uma escola bahá´í no Panamá.
Uma escola bahá´í no Panamá.

As possibilidades de desenvolvimento social e econômico deste sistema se tornaram visíveis, primeiramente, no início deste século, no Irã, onde os bahá'ís iranianos criaram as suas próprias escolas, clínicas e outros serviços sociais incluindo a primeira escola iraniana para meninas.
Hoje, projetos de desenvolvimento proliferam, especialmente no Terceiro Mundo. Esses projetos incluem escolas tutelares, clínicas locais, aulas sobre cuidados com a saúde, projetos de agricultura, reflorestamento, aconselhamento sobre alcoolismo e creches. O programa de serviço comunitário das estações de rádio bahá'ís abrange não apenas assuntos de ordem prática, mas também o reconhecimento da cultura nativa.
Nascidos da avaliação das necessidades locais por parte de Assembléias Espirituais eleitas localmente, os projetos bahá'ís de desenvolvimento são, essencialmente, empreendimentos comunitários. Não há dúvidas de que este fato explica o caráter auto-suficiente de grande parte do trabalho.

Um Modo de Vida


Os bahá'ís provêm de uma ampla gama de origens étnicas e culturais.

Bahá'u'lláh ensinou que todo ser humano é "uma mina rica em jóias",desconhecida até mesmo por seu próprio dono, quanto mais pelos outros, sendo inesgotável em suas riquezas. O propósito da vida é desenvolver estas capacidades tanto para si próprio quanto para o serviço à humanidade. A vida neste mundo, assim como Bahá'u'lláh a apresenta, é similar à vida de uma criança no ventre materno: os poderes morais, intelectuais e espirituais que um ser humano desenvolve aqui, com o auxílio de Deus, serão os "membros" e "órgãos" necessários ao progresso da alma nos mundos além deste plano terreno.
O modo de vida que os bahá'ís procuram cultivar, portanto, é aquele que encoraja o desenvolvimento pessoal. Oração e meditação diárias libertam a alma de modelos condicionantes, abrindo-lhe novas possibilidades. Trabalhar em diferentes projetos, conjuntamente com pessoas de diversas origens, põe por terra preconceitos tradicionais. O uso de álcool ou drogas narcóticas é evitado, exceto quando prescrito por razões médicas, pois essas substâncias fazem mal ao corpo embotam a mente. Isto também é aplicável ao hábito da maledicência, a qual enfraquece a confiança entre as pessoas e solapa o espírito de unidade do qual depende o progresso humano.
Os escritos de Bahá'u'lláh atribuem grande importância à instituição da família, considerando-a base da sociedade humana. A santidade do matrimônio, o reconhecimento da igualdade entre os cônjuges e a utilização da consulta são especialmente enfatizados. 

A Origem Histórica

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Um pai bahá´í e seu jovem filho que foram aprisionados e executados por suas crenças no Irã do século XIX.

Para os bahá'ís,o processo evolutivo é uma característica essencial a todas as manifestação de vida, incluindo as revelaçõesde Deus. A série de estágios através dos quais a sua própria Fé gradualmente se desenvolveu, estabelecendo-se em todo o mundo, é, em si, uma expressão deste princípio.
O crescimento da Fé Bahá'í tem sido marcado, também, por uma segunda característica -- uma característica que também marcou o período formativo da história de cada uma das religiões mundiais anteriores. As implicações de um novo estágio no desdobramento da vontade de Deus são indesejáveis a segmentos influentes da sociedade existente. O resultado tem sido, freqüentemente, uma perseguição severa aos seguidores da nova fé. Durante o seu primeiro século e meio de vida, a Fé Bahá'í passou por vários períodos de semelhante opressão.

Desenvolvimento Econômico e Social

Do ponto de vista do desenvolvimento econômico e social, a característica mais interessante da vida comunitária bahá'í é o seu singular sistema de consulta. Bahá'u'lláh ensinou um padrão de tomada de decisão em grupo baseado na busca pelo consenso. Seria correto dizer que, em sua maioria, os membros da Fé Bahá'í são, em um grau maior ou menor, estudantes do processo consultivo. 
Uma escola bahá´í no Panamá.
Uma escola bahá´í no Panamá.

As possibilidades de desenvolvimento social e econômico deste sistema se tornaram visíveis, primeiramente, no início deste século, no Irã, onde os bahá'ís iranianos criaram as suas próprias escolas, clínicas e outros serviços sociais incluindo a primeira escola iraniana para meninas.
Hoje, projetos de desenvolvimento proliferam, especialmente no Terceiro Mundo. Esses projetos incluem escolas tutelares, clínicas locais, aulas sobre cuidados com a saúde, projetos de agricultura, reflorestamento, aconselhamento sobre alcoolismo e creches. O programa de serviço comunitário das estações de rádio bahá'ís abrange não apenas assuntos de ordem prática, mas também o reconhecimento da cultura nativa.
Nascidos da avaliação das necessidades locais por parte de Assembléias Espirituais eleitas localmente, os projetos bahá'ís de desenvolvimento são, essencialmente, empreendimentos comunitários. Não há dúvidas de que este fato explica o caráter auto-suficiente de grande parte do trabalho.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012



Objectivos do Curso


O técnico de especialista em organização e gestão industrial é o profissional que, de forma autónoma ou sob orientação/integrado numa equipa alia o conhecimento de métodos de gestão ao domínio de processos tecnológicos, assegurando o planeamento e controlo dos factores produtivos, nomeadamente recursos humanos, equipamentos, materiais, informação e energia de forma a aumentar a produtividade, a qualidade e a competitividade empresarial.




Referencial de competências
Ter noções sólidas de organização e gestão empresarial;
Entender os comportamentos das pessoas nas organizações e gerir eventuais situações de conflito;
Possuir habilidades para trabalhar em grupo;
Conhecer os fundamentos do Plano Oficial de Contabilidade e da Contabilidade Analítica;
Conhecer os direitos e obrigações genéricos dos trabalhadores;
Fazer um levantamento das necessidades de segurança de uma planta industrial;
Aplicar um plano de higiene e saúde no trabalho que vise a diminuição dos riscos laborais;
Conhecer e compreender os principais processos e técnicas relacionados com a gestão das operações industriais;
Ter noção do que são os impactes ambientais, os seus normativos e quais as principais estratégias que visam a sua minimização;
Dominar o controlo estatístico de processos e outras ferramentas que possibilitem a qualidade total;
Gerir a manutenção do parque de máquinas
.



OrganizaçãoIindustrial



Transmitir os conceitos básicos e os aspectos técnicos de uma Organização Industrial, no reconhecimento da importância que tal matéria vem exercendo em relação às empresas, numa adequada utilização dos recursos disponíveis. Organizar e gerir os sistemas produtivos, definindo estratégias de produção sincronizadas com as políticas de marketing e devidamente enquadradas no plano financeiro, assegurando a resolução dos problemas diários, com carácter operacional.



Noções de Base da Organização Industrial
A Organização e Gestão Industrial num contexto evolutivo: aspectos sócio-económicos, de inovação e de gestão participativa.
Processos e Meios: diagnóstico, análise, concepção e aplicação prática.
Factores Externos de Evolução: dimensão económica, evolução tecnológica, fenómenos sociológicos e indicadores para acção.
A Organização Qualificante: o paradigma da produção e as respostas flexíveis da formação.

Elementos de Base e Meios Sistémicos de Análise
Análise Modular de Sistemas: métodos MERISE e G.R.A.I.
Análise Estratégica  de Situações de Trabalho:
Análise de Desenvolvimento: estudo do posto de trabalho com análise “causa-defeito” e criticidade própria e análise de circuitos administrativos.
Meios Analíticos de Avaliação: Análise de Pareto, Pesquisa Operacional, Árvores de Pertinência e de Decisão, Matrizes de Compatibilidade, Análise do Produto e Análise de Valor.



O Planeamento na Gestão Industrial


Tipologia dos modos de produção.
Negócio, mercado e concorrência.
Infra estruturas e meios de produção.
Optimização dos modos de produção.
Gama de produtos e plano de actividades.
Estrutura de custos e orçamento.
Produtividade e melhoria contínua
Operações Industriais e logísticas.

A Logística
Definição, Perímetro e recursos da Logística industrial.
Estrutura funcional e indicadores de desempenho.
Natureza e Classificação de matérias, em-cursos e produtos.
Codificação, estrutura e valorização de artigos e stocks.
Classificação ABC, organização e gestão de inventários.
Funções, dimensão e gestão de armazéns.
Termos do comércio Internacional.
Plataformas de comércio electrónico.
Auditoria, avaliação e classificação de fornecedores.

Higiene e Segurança Industrial
Principais domínios de Higiene no Trabalho.
Princípios base da Segurança do Trabalho, com avaliação e controlo dos riscos de acidentes de trabalho.
Desenvolvimento, implementação e avaliação de  práticas de gestão da prevenção, com   concepção de  metodologias e técnicas de avaliação de riscos profissionais.
Avaliação dos riscos profissionais, potenciais ou existentes, medidas de prevenção, de protecção, de engenharia, organizacionais e de informação/formação.








Competências
Actos de Engenharia
Conhecer e compreender conceitos, perímetro e técnicas de gestão física de materiais e de produtos, numa identificação das condições externas e internas do serviço logístico, com custos controlados

Avaliar e controlar os riscos de acidentes, desenvolver, implementar e avaliar práticas de gestão da prevenção e, a partir da avaliação dos riscos profissionais, potenciais ou existentes, introduzir as medidas de prevenção, protecção, engenharia, organizacionais, de informação e formação, que se revelem ajustadas.

Elaborar e apresentar relatórios produzidos no âmbito de Elementos de Base e Meios Sistémicos de Análise

Recolher, seleccionar e interpretar informação no âmbito da Higiene e Segurança Industrial.

Realizar pesquisas bibliográficas (e outras), trabalhos em grupo e apresentações oral e escrita.





Não se aplica.



Projector e computador; laboratório com acesso à Internet.



Método expositivo com interacção através da reflexão de situações práticas do quotidiano; exploração individual e em pequenos grupos de temas teóricos apresentados e discutidos em sessão colectiva; elaboração e apresentação de relatórios produzidos no âmbito de Elementos de Base e Meios Sistémicos de Análise; recolha, selecção e interpretação de informação recolhida em empresas da região no âmbito da Higiene e Segurança Industrial.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

GESTÃO EMPRESARIAL

Coleção gestão empresarial:
uma contribuição ao mundo dos negócios
Apresentação
A FAE Business School, com a colaboração espontânea de 48
professores, produziu, em parceria com a Editora Gazeta do Povo, a Coleção
Gestão Empresarial. Composta por cinco volumes, ela será distribuída aos
leitores do jornal Gazeta do Povo. Cada volume aborda um tema fundamental
dentro da gestão dos negócios. São eles: Economia, Gestão (em seus
fundamentos mais amplos), Marketing, Finanças e Capital Humano.
O primeiro volume - Economia Empresarial mostra o quanto o
conhecimento econômico do ambiente dos negócios é essencial para o sucesso
da empresa. Nele, o leitor encontrará os fundamentos de análise de mercado,
levando-se em consideração o ambiente de crescente competição no mercado
brasileiro, em especial nos últimos anos; a intervenção do governo nos
mercados por meio das políticas econômicas; os principais indicadores
econômicos da economia brasileira e noções de negócios internacionais.
Este segundo volume aborda os fundamentos de Gestão Empresarial,
evidenciando que a gestão de negócios sustentáveis deve incorporar
compromissos socioambientais. Os capítulos deste livro incluem os indicadores
de desempenho como modelos gerenciais, as estratégias das empresa, o
planejamento estratégico e os vários aspectos da logística, da qualidade e do
meio ambiente.
Gerar valor, atrair e manter clientes satisfeitos. Este é o foco do
Marketing, tema do terceiro volume. Os capítulos deste livro incluem
fundamentos de marketing, conceitos básicos, segmentação e posicionamento,
composto e plano de marketing, marketing de serviços, comunicação integrada
de marketing, estratégia de preços e web marketing.

gestão industrial

Gestão industrial
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O surgimento e a difusão de tecnologias têm direcionado firmas agroindustriais brasileiras para a automatização, gerenciamento da logística, inovação de seus produtos e estrutura organizacional e diversificação produtiva e mercadológica. Empresas agroindustriais sucroalcooleiras entraram em um processo de reorganização de suas estruturas produtivas para enfrentar o aumento da competição entre mercados, setores e elos de suas cadeias produtivas.
A gestão tecnológica industrial pode ser definida como a sistematização do conjunto de conhecimentos, técnicas e princípios aplicados à gerência de relações entre pessoas, estruturas, tarefas e tecnologias utilizadas em uma organização. São necessárias à gestão tecnológica a elaboração de planejamento organizacional e a construção de estrutura para controle de recursos, informação e aprendizagem, com o objetivo de promover a capacitação e inovação, de acordo com a estratégia da empresa (Figura 1).
Fig. 1. Elementos de gestão tecnológica da empresa.
Fonte: Pedro (2004).
A gestão tecnológica é fundamental para apoiar o processo de capacitação na empresa, orientando suas mudanças organizacionais para lidar com a concorrência. A competitividade industrial de um setor depende da adequação estratégica das empresas à sua capacidade tecnológica, de acordo com as características de seus mercados. Três estratégias competitivas foram utilizadas por grupos empresariais para adequação a novos mercados (desregulamentados) no processo de mudança do padrão tecnológico do setor sucroalcooleiro.
As dez usinas mais eficientes do Brasil operam com custo médio 28% inferior à média de custo do setor. Isso indica que há possibilidade de expandir ganhos em produtividade na agroindústria sucroalcooleira, se houver uso de tecnologias para melhorar os processos de gestão, mudanças estratégicas de atividades em declínio, fusões e aquisições para obter escala ou transferência de capacitações.
Com a desregulamentação da agroindústria, a adaptação das usinas ao crescimento dos mercados industriais tem demandado reestruturação para fornecimento de açúcar e de seus derivados, como insumo à indústria de alimentos. A iniciativa para esta adaptação depende de maior volume de investimentos e tem sido tomada por grupos e usinas que focam no gerenciamento das operações, direcionado às mudanças tecnológicas e organizacionais, de acordo com dois aspectos:
  • sincronização entre os processos de produção e distribuição para atendimento da demanda;
  • oferta de produtos produzidos com inovações que agregam valor à mercadoria.
A gestão industrial, representada tanto pelo aspecto tecnológico quanto pelo operacional, envolvendo, ainda, a produção de açúcar e álcool, é a base para o sucesso de empresas que processam a cana-de-açúcar. Para isso, tecnologia e controle de operações devem ser interligados e trabalhados de forma conjunta em indústrias sucroalcooleiras.