Princípio da Competência de Exercícios
Este princípio demonstra, em resumo, que as receitas e despesas são atribuídas aos
períodos de acordo com a real ocorrência dos mesmos, isto é, de acordo com a data do “FATO
GERADOR” e não quando recebidos ou pagos em dinheiro.
Através desse princípio, a folha de pagamento dos operários relativa ao mês de
dezembro, mesmo que na prática o pagamento só seja efetuado nos primeiros dias do mês de
janeiro, o fato gerador da despesa é o serviço prestado pelos operários, e não o pagamento do
salário.
2.2 – Princípio da Entidade
Princípio tem sua concepção original provinda do Direito, com conseqüências
econômico-contábeis e uma extensão mais moderna de natureza econômico-operacional, obviamente
também com reflexos contábeis.
Sob o aspecto econômico-contábil configura-se que a Contabilidade e os respectivos
registros são mantidos para as ENTIDADES, como pessoas distintas dos sócios, sejam estes
pessoas FÍSICAS ou JURÍDICAS. Nesta concepção o Ativo, o Passivo e o Patrimônio Liquido
pertencem à entidade.
2.3 – Princípio do Custo Histórico (Original) como Base de Valor
Um ativo é incorporado nos registros contábeis pelo preço pago para adquiri-lo ou
pelo custo dos insumos utilizados para a sua fabricação, e este valor é base para todas as
contabilizações subseqüentes relativas ao uso do ativo.
2.4 – Princípio da Continuidade
A continuidade das atividades operacionais de uma entidade deve ser presumida pela
contabilidade, até que surjam evidências em contrário bastante fortes, tais como histórico persistente
de prejuízos, iminência da liquidação judicial ou extra judicial, etc.
A Contabilidade, portanto analisa e vê a empresa como algo em movimento continuado, com
investimentos e assim por diante.
2.5 – Princípio da Realização
Como norma geral, a receita é reconhecida no período contábil em que é realizada. A
realização ocorre quando os bens ou serviços são fornecidos a terceiros em troca de dinheiro ou de
outros elementos do ativo.
2.6 – Princípio do Denominador Comum Monetário
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Por um lado a Contabilidade preocupa-se cem captar e registrar eventos e transações
suscetíveis de avaliação monetária. É uma das características do modelo de informação e
mensuração contábil. Embora à avaliação monetária possam estar subjacentes considerações de
natureza física e de quantidade, o Denominador Comum é a avaliação monetária.
A avaliação dos fatos registrados pela contabilidade em unidades monetárias é muito
importante para podermos agregar e homogeneizar elementos patrimoniais os mais diversos
possíveis. Um outro aspecto do Princípio Comum Monetário é que, independentemente da unidade
monetária utilizada na Contabilidade ter variado em função do seu poder aquisitivo no tempo, as
conta a receber serão recebidas em valores previamente fixados e as contas a pagar o serão pelos
montantes previamente estabelecidos, a não ser que os itens contenham uma cláusula de reajuste
monetário automático, pré ou pós-fixados.
CONVENÇÕES
Dentro da ampla margem de liberdade que os Princípios permitem ao Contador no
registro das operações, as Convenções vêm restringir, limitar ou mesmo modificar parcialmente o
conteúdo dos Princípios definindo mais precisamente o seu significado.
2.7 – Convenção da Consistência
Essa Convenção nos diz que, uma vez adotado determinado processo dentre os
vários possíveis que podem atender a um mesmo princípio geral, ele não deverá ser mudado com
freqüência, pois assim estaria sendo prejudicada a comparabilidade dos relatórios contábeis. Se por
exemplo, for adotado o método da Média Ponderada para avaliação de estoque, em lugar do Método
UEPS, deverá ser usado sempre o mesmo método nos outros períodos. E se houver a necessidade
inadiável de se adotar outro critério, esta adoção e seus efeitos devem ser declarados com Nota
Explicativa do relatório, de maneira a cientificar o leitor.
2.8 – Convenção do Conservadorismo
Esta convenção consiste em que, por motivos de precaução, sempre que o contador
de defronte com alternativas igualmente válidas de atribuir valores diferentes a um elemento do Ativo
ou do Passivo, deverá optar pelo mais baixo para o Ativo e pelo mais alto para o Passivo. Se, por
exemplo, o valor de mercado do inventário final (estoque final) de mercadorias for inferior ao valor do
custo, deverá ser escolhido do valor de mercado por ser o mais baixo.
2.9 – Convenção da Materialidade
Essa Convenção reza que, a fim de evitar desperdícios de tempo e de dinheiro, devese
registrar na Contabilidade, apenas os eventos dignos de atenção e na ocasião oportuna. Por
exemplo, sempre que os funcionários do escritório utilizam os papéis e lápis da firma, ocorre uma
diminuição do Ativo da empresa, diminuição esta que poderia, teoricamente, ser lançada nos registros
contábeis à medida de sua ocorrência. Entretanto, isto não é feito, pela irrelevância da operação, e a
despesa sé é apurada no fim do período por diferença no estoque.
3- O que é a Contabilidade?
CONTABILIDADE – é a ciência que nos permite através de técnicas próprias manter
um controle permanente do patrimônio da empresa, dispondo de recursos que permitem registrar
dados (fatos), levantar posições e apresentar demonstrações de resultados da empresas (lucro ou
prejuízo).
Este controle é importante, pois se não for feito pode acarretar prejuízo financeiros,
problemas com atuações (multas) fiscais, má repercussão para o seu negócio, além de dificuldades
na detecção e solução de problemas.
O desenvolvimento econômico de um país, requer o trabalho de profissionais com
conhecimentos específicos em determinada área, como é o caso do profissional de contabilidade que
cuida do controle patrimonial das empresas. É esse profissional que demonstra através de relatórios
específicos como está o patrimônio da empresa.
Assim, milhares de auxiliares de contabilidade, analistas contábeis, contadores,
trabalham na ária contábil de diversas empresas privadas e públicas.
3.1– Principais Ramos da Contabilidade
Contabilidade Comercial – utilizada por todas as empresas que operam no comércio.
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Contabilidade Industrial – utilizada pelas empresas industriais, que no geral não difere muito da
contabilidade comercial.
Contabilidade Agrícola – utilizada somente pelas empresas agrícolas, que no geral, também não é
muito diferente da contabilidade industrial, apenas possui algumas particularidades devido ao seu
ramo de negócio.
Contabilidade Bancária – utilizada pelas empresas do chamado mercado financeiro.
Contabilidade Pública – utilizada pelas empresas públicas. Possui características peculiares das
entidades públicas.
3.2 Campo de Atuação da Contabilidade
A contabilidade, na qualidade de metodologia especialmente concebida para captar,
registrar, acumular, resumir e interpretar os fenômenos que afetam as situações patrimoniais,
financeiras e econômicas de qualquer empresa, tem campo de atuação muito amplo.
Na verdade, o desenvolvimento inicial do método contábil esteve intimamente ligado
ao surgimento do capitalismo, como forma quantitativa de mensurar os acréscimos ou decréscimos
dos investimentos iniciais alocados a alguma exploração comercial o industrial.
3.3 Finalidade da Informação Contábil
A contabilidade tem duas finalidades básicas:
3.1.1 – Finalidade de Controle
3.1.2 – Finalidade de Planejamento
3.1.1 Controle – pode ser conceituado como um processo pelo qual a administração se certifica, na
medida do possível, de que a organização está agindo de conformidade com os planos e políticas
traçadas pela administração. Esse processo de controle pode ser feito das seguintes formas:
Como meio de comunicação – os relatórios contábeis podem ser de grande a auxílio ao
informar a organização a respeito dos planos e políticas da administração e, em geral, das formas de
comportamento ou ação que a administração deseja atribuir à organização.
Como meio de verificação – periodicamente a administração necessita avaliar a qualidade dos
serviços executados pelos seus funcionários. A apreciação desse desempenho pode resultar em
acréscimos de salários, promoções, readmissões, ações corretivas as mais variadas, ou, em casos
extremos, demissões. A informação contábil pode auxiliar esse processo de avaliação, embora o
desempenho humano não possa ser julgado apenas através da informação contida nos registros
contábeis.
3.1.2 Planejamento – por sua vez é o processo de decidir que curso de ação deverá ser tomado
para o futuro. Normalmente, o processo de planejamento consiste em considerar vários cursos
alternativos de ação e decidir qual é o melhor. O planejamento pode abranger um segmento da
empresa ou a empresa como um todo. A informação contábil, principalmente no que refere ao
estabelecimento de padrões orçamentários, é de grande utilidade no planejamento empresarial.
Mesmo no caso de decisões isoladas, normalmente utiliza-se grande parte de informação contábil.
4. O Patrimônio
4.1 – Controlando o Patrimônio
4.1.1 – Patrimônio é o conjunto de bens, direitos e obrigações de uma pessoa (física ou jurídica)
avaliado em moeda.
4.1.2 – Bens - constitui-se em tudo o que é capaz de satisfazer às necessidades humanas e possa
ser avaliado economicamente, tenha valor de troca ou venda. Por exemplo: uma máquina, um carro,
uma casa, um terreno, um computador, dinheiro, etc.
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Podemos classificar os bens como:
Bens Móveis – são aqueles que podem ser levados de um lugar para outro sem perder suas
características. Exemplo: máquinas, móveis, veículos, etc.
Bens Imóveis – são aqueles que não podem ser movidos sem perder as suas características.
Exemplo: terrenos, edifícios, casas, etc.
Bens Materiais – como o próprio nome diz, são aqueles que possuem formos ou corpo-matéria.
Exemplo: máquinas, equipamentos veículos, mercadorias, etc.
Bens Imateriais – são bens que não possuem matéria, ou seja, não podem ser tocados.
Exemplo: marcas, patentes, direitos autorais, etc.
4.1.3 – Direitos – são valores que a empresa tem a receber de terceiros, em decorrência de
transações comerciais.
- duplicatas a receber (clientes)
- notas promissórias a receber
- aluguéis a receber
- juros a receber
4.1.4 – Obrigações – são valores que a empresa assume como existência de dívidas,
comprometendo-se a pagá-las a terceiros, ou seja, os seus credores.
- duplicatas a pagar (fornecedores)
- impostos a pagar
- salários a pagar
- empréstimos a pagar
4.2 – Aspectos Qualitativos e Quantitativos do Patrimônio
- Aspecto Qualitativo – consiste em qualificar o Patrimônio. Diz respeito à espécie e natureza dos
bens, direitos e obrigações da empresa. Por exemplo, qual é o Patrimônio da empresa, "o que” ela
possui de bens, direitos e obrigações.
- Aspecto Quantitativo – consiste em quantificar, dar valores ao Patrimônio, pois no controle
patrimonial da empresa, não basta só informar o que ela possui, mas também “o quanto” ela possui
de bens, direitos e obrigações.
Aspectos Qualitativo Quantitativo
Bens Dinheiro
Veículos
Máquinas
Terrenos
R$ 10.000,00
R$ 50.000,00
R$ 75.000,00
R$ 90.000,00
Direitos Duplicatas a Receber
Promissórias a Receber
Aluguéis a Receber
Juros a Receber
R$ 15.000,00
R$ 5.000,00
R$ 1.500,00
R$ 2.500,00
Obrigações Duplicatas a Pagar
Impostos a Pagar
Salários a Pagar
Empréstimos a Pagar
R$ 12.000,00
R$ 25.000,00
R$ 18.000,00
R$ 194.000,00
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4.3 – A Representação Gráfica do Patrimônio (Balanço Patrimonial)
Os bens e direitos, por constituírem valores que acrescentam, aumentam o Patrimônio da
empresa, são chamados de elementos positivos. São também denominados componentes que
formam o conjunto do ATIVO.
As obrigações, por representarem o que a empresa tem a pagar, são chamadas de
elementos negativos. São também denominadas componentes que formam o PASSIVO.
A representação gráfica do Patrimônio será feita da seguinte forma: um gráfico em forma de
“T”, no qual do lado esquerdo teremos o lado POSITIVO, onde relacionamos todos os elementos
positivos (BENS E DIREITOS) formando o ATIVO; e do lado direito teremos o NEGATIVO, onde
relacionamos os elementos negativos (OBRIGAÇÕES) formando o PASSIVO.
PATRIMÕNIO
ATIVO PASSIVO
BENS
Dinheiro
Veículos
Máquinas
Terrenos
DIREITOS
Duplicatas a Receber
Promissórias a Receber
Aluguéis a Receber
Juros a Receber
OBRIGAÇÕES
Duplicatas a Pagar
Impostos a Pagar
Salários a Pagar
Empréstimos a Pagar
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